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Tiro Comprido

Laço Comprido Moda ou tradição?

Bueno, que me achego confuso de novo!!!

Quando eu vou a casa de algum vivente, fazer uma visita, ou seja lá qual for o assunto, por princípios simples, eu danço a musica que ta tocando na vitrola da família que me recebeu. E jamais vou compreender como é que uma entidade responsável e comprometida com os compromissos firmados com o MTG traz pra dentro de suas linhas, "novas culturas", com a infeliz intenção de promover a diversidade cultural. Eu, assim como o CPTG Meu Pago Sul, sempre vimos com bons olhos essa mescla, quando ela e feita com autenticidade, agora, misturar tradição com meros e passageiros modismos, não me parece saudável, musica country não faz parte das nossas tradições, em canto nenhum desse Brasil, narradores ao melhor estilo Marco Brasil, com todo respeito, dão um show a parte, mas não podemos misturar os estilos, pois do contrário, em pouco tempo não se saberá mais quem é country e quem é gaúcho, e ai onde foi para a integração de culturas?

Os CTG´s de Mato Grosso do Sul, deveriam vir aqui pra aprender, e não pra tentar nos mostrar o "novo", não queremos novidades, aos leigos fica aqui a tradução da sigla C T G - Centro de TRADIÇÕES Gaúchas! Nada que tente desfigurar os costumes cultuados dentro de um CTG e bem vindo, a idéia de introduzir um novo esporte, de laço comprido, ou laço curto, ou laço no lombo, e descartável. Agora, evidente que a iniciativa de se criar uma modalidade de esporte e tal, cabe aos idealizadores praticarem e promoverem sem causar danos e divisão de padrões seja lá à entidade em que eles tentem implantar isso.

O gauchismo e dentro do que eu sei, a única pratica cultural que se mantém, ou tenta se manter intacta, com seus valores e costumes maximizados, e não e fácil, já há por aqui seus "idealizadores contemporâneos" e que já causam bastante distúrbio dentro dos CTG´s e dor de cabeça ao MTG.

De certa feita, a alguns anos atrás, em um manotaço, foi entrevistado um vivente do Mato Grosso do Sul, sobre a visão dele sobre o gauchismo, já que naquelas bandas também temos CTG´s, a entrevista virou uma confusão no momento em que ele tentou me explicar como funciona a tradição gaúcha, foi lamentável do inicio ao fim.

A verdade e que narradores de rodeio country, novas formas de culturas com foco nos cifrões, tem ate o nosso apoio pra serem praticados, dentro de suas casas, do seu espaço, o gauchismo respeita as diferentes formas de expressão, e não entendo porque não podemos ter o mesmo respeito! Aos nossos gaúchos de apartamento que estão vendo essas novidades com bons olhos, acho que só resta dizer a eles, que e preciso entender melhor a razão de haver rodeios e bailes gaúchos, vai alem da atração, e uma questão de reproduzir hoje, aquilo que nos fundamentou ontem. E impossível contar a historia com personagens novos, não a sentido, seria o mesmo que tentar acrescentar o Lula no descobrimento do Brasil!

Cada um que faça sua própria história!

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